Uma Análise dos Casos de Angola, Moçambique e República Democrática do Congo
O presente estudo analisa o papel da educação científica na desconstrução de práticas supersticiosas entre os jovens africanos, com enfoque nos fenómenos sociais ligados às crenças místicas, desinformação e pânico colectivo observados em alguns países africanos, particularmente em Angola, Mozambique e na República Democrática do Congo.
O estudo parte do pressuposto de que a insuficiência da educação científica e da consciência crítica favorece a propagação de crenças supersticiosas que comprometem o desenvolvimento social, intelectual e científico da juventude africana.
A investigação adoptou uma abordagem qualitativa, descritiva e bibliográfica, recorrendo à análise documental, revisão bibliográfica e interpretação sociológica dos fenómenos relacionados ao alegado desaparecimento de órgãos genitais e outras práticas associadas à magia negra e feitiçaria.
O trabalho analisa igualmente a influência da pobreza, exclusão social, baixa escolarização e desinformação na propagação do medo colectivo e das crenças irracionais.
Os resultados demonstram que a fragilidade da educação científica limita a capacidade crítica dos jovens, favorecendo a manipulação social, os rumores e a persistência de práticas supersticiosas.
Constatou-se ainda que o fortalecimento da literacia científica, do pensamento crítico e da educação racional constitui um elemento essencial para a construção de uma juventude africana mais consciente, inovadora e comprometida com o desenvolvimento sustentável.
Conclui-se que a educação científica representa uma ferramenta estratégica para a transformação social em África, contribuindo para a redução do obscurantismo, fortalecimento da racionalidade e promoção do progresso científico e humano no continente africano.
PALAVRAS-CHAVE: Educação Científica; Superstição; Juventude Africana; Pensamento Crítico; Desenvolvimento Social;




